“Back to the Matrix”
Assisti o 1° filme da trilogia “Matrix” ontem pela enésima vez, mas desta vez o que me chamou mais a atenção desta vez não foram as analogias e diversas interpretações que você pode fazer com todo o filme, desta vez eu dediquei uma atenção especial para um personagem específico, o traidor de Morpheus, Cypher. Para quem não se lembra, ele era o personagem que queria voltar para a Matrix. Ele simplesmente não aceitava o “mundo real” e queria voltar para a ilusão da Matrix, onde ele acreditava que seria mais feliz. Quando eu assisti o filme pela 1ª vez de imediato eu achei que a atitude deste personagem era absurda e que ele era simplesmente um “babaca”, porém ontem a minha impressão foi diferente. Será mesmo que somente a verdade é o que importa? Cypher queria voltar a “dormir” porque ele acreditava que ele seria mais feliz vivendo em sua ilusão, porém uma das exigências dele para o Agente Smith era de que ele não poderia se lembrar de nada do que tivesse acontecido com ele no “mundo real”, ou seja, ele não somente queria viver em sua ilusão, mas também queria acreditar que a ilusão era a realidade. Escrevi toda essa história para tentar explicar meu verdadeiro ponto de vista. Em geral as pessoas condenam aqueles que eles consideram “alienados”, e o meu ponto está exatamente aí. Será mesmo que nós somos mesmo tão donos da verdade a ponte de nos darmos o direito de julgar quem é que está certo? Será mesmo que só existe uma verdade absoluta, a que os “ignorantes e alienados” são os que estão errados e somente os “eruditos” e aqueles que buscam se informar sobre o mundo são os que estão certos. Acho que provavelmente não seja uma pergunta com uma resposta, eu mesmo não consegui chegar a uma conclusão de quem seria o certo ou o errado, o homem que conhece as correntes que o mantém preso ou o homem que não possui o conhecimento dessas correntes nem mesmo de sua prisão.